Pastoral da Saúde PDF Imprimir E-mail

 

Camilo de Lellis, que foi declarado santo em 1882 pelo Papa Bento IV, velava os doentes no Hospital São Tiago, em Roma, e condoia-se ao ver tantos abandonados, sem assistência material e entregues a mãos mercenárias. Teve então a idéia de formar uma companhia de “pessoas piedosas que cuidassem dos doentes, não por dinheiro, mas por amor a Deus, com o mesmo carinho que as mães têm para com seus próprios filhos doentes”. Esse ó princípio que inspira a Pastoral da Saúde. A base do seu trabalho é a Palavra de Jesus: “Ide, pregai o Evangelho e curai todos os doentes" (Lucas 10,9).

Para ser agente da Pastoral não são necessários conhecimentos da área biomédica, pois o único remédio que ele usa é o AMOR. A todos os doentes e idosos (e suas famílias) que visita em residências, hospitais ou asilos, leva o carinho e a Palavra do Senhor. Ajuda-os a descobrir o verdadeiro sentido da dimensão celebrativa e sacramental da fé, especialmente dos sacramentos da penitência, eucaristia e unção dos enfermos.

Como faziam os apóstolos, as visitas se realizam sempre em duplas e, quando necessário, o agente acompanha o sacerdote para levar aos assistidos a confissão e a unção dos enfermos. Para os que podem comparecer à Igreja, eles são responsáveis pela Tarde da Misericórdia na primeira sexta-feira de cada mês às 17 horas, quando, após a Adoração ao Santíssimo Sacramento, é também dada bênção especial aos doentes e idosos, famílias, objetos de devoção e às pessoas com problemas pessoais que as atormentam. É também atribuição da Pastoral, o atendimento por médicos voluntários, e o fornecimento de remédios às pessoas carentes.

As pessoas que desejarem participar como agentes da Pastoral ou que precisem de nosso atendimento em suas residências deverão entrar em contato com a Secretaria do Santuário.

 

Curiosidades sobre São Camilo de Lellis

Quando Camilo nasceu em 1550 em Abruzzo (Itália), sua mãe tinha 60 anos. Quando as dores se tornaram terríveis, ela foi aconselhada por uma amiga a recorrer a São Francisco de Assis e descer a uma estrebaria, pois assim nascera Jesus. Gemendo de dor, ela assim fez e Camilo nasceu. Fato curioso é que, naquela época, os romanos chamavam camilo os que exerciam a obra caridosa de ajudar os enfermos. Na véspera de dar à luz, ela sonhou com uma criança que trazia no peito uma cruz vermelha, seguida por um bando de pequeninos, usando a mesma cruz; ao criar a Companhia: Ministros dos Enfermos, origem da Ordem dos Camilianos, Camilo conseguiu autorização do Papa Sisto V para usarem uma cruz vermelha no peito, pois o crucifixo foi fator importante na criação da Ordem  e na formação de seu criador.

Ainda jovem, Camilo foi assolado por feridas torturantes, que, mais tarde, ele chamou de “misericórdias”.Para se tratar, procurou o Hospital São Tiago em Roma. Conseguiu, desde que prestasse serviços aos doentes como simples empregado, mas não agradou nem aos doentes nem à direção do hospital. Anos mais tarde,  já convertido, voltaria ao mesmo hospital, como administrador, onde procurou servir aos doentes sem nada receber, sacrificando suas comodidades, e trazendo-lhes conforto e carinho.

Sua conversão foi semelhante à de São Paulo. A caminho de Manfredônia, foi atingido como por um raio de luz interior, e prostrou-se ao chão, reconhecendo sua cegueira diante de Deus.

São Camilo de Lellis faleceu a 14 de julho de 1614, tendo sido declarado santo em 1882.



Mais informações, por favor, clique aqui e entre em contato conosco.

(Atualizado em Abril de 2015)